Quando a última árvore tiver caído, o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que o dinheiro não se come.

Greenpeace

I hope that God exists!

Ana Cristina Dias anadiasartist@gmail.com


domingo, 17 de janeiro de 2010




O Encantamento, Acrílico sobre papel, 70X100cm, 2009

Lá na terra ninguém entendia porque razão um galo se tinha apaixonado por uma cabra e vice versa, os comentários eram muitos e muitas vezes feitos em voz alta em tom provocador ou simplesmente uma forma disfarçada de tirar a dúvida. Não importa, diziam para si mesmos, passeando de patas dadas entre os restantes.
Os outros de tanto falarem, cansaram-se. Ver um galo casado com uma cabra deixou de os incomodar, para o casal foi uma batalha ganha,uma paz conquistada, não havia nada mais simples e que lhes desse prazer do que poder andar livremente .


A Submissa, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2009
Pintura de Ana Cristina Dias


A tola da Zebra deixava que a sua companheira comandasse a sua vida, nunca percebeu
que com esta sua atitude estava a presenteá-la com o seu bem mais precioso. A Águia por sua vez, aproveitava-se desta fragilidade e pensava que, se podia dominar a sua companheira então também podia ser rei e senhor do mundo, pavoneava-se sempre que saía à rua, uma tonta vaidosa, mas de nada lhe servia, a sua triste vida continuava a não lhe bastar e por isso compensava apoderando-se da sua tola Zebra.

O Protector



O Protector, acrílico sobre papel, 70x100cm, 2009



No tempo em que os animais falavam, existia um bode selvagem,
todos o temiam, não por ser mau mas porque nunca falava com ninguém,era reservado o bicho, vagueava pelas ruas sem sequer cruzar olhares,os populares temiam-no só por isso, inventavam histórias onde o seu nome aparecia sempre associado grandes lutas e ganhador de guerras e batalhas.... ninguém sabia que por de trás daquele imponente ser havia um espírito pacífico e um coração mole que passava os serões na companhia de uma frágil ave.
Não devemos ter medo dos confrontos...
até os planetas chocam e do caos nascem as estrelas

texto de, Charles Chaplin