Quando a última árvore tiver caído, o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que o dinheiro não se come.

Greenpeace

I hope that God exists!

Ana Cristina Dias anadiasartist@gmail.com


sexta-feira, 19 de março de 2010




pormenor de " O quadro do Gato"

O quadro do gato




O quadro do Gato, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2010

Numa sala onde a D. Alice tinha por hábito beber o chá na companhia das suas velhas amigas havia um quadro muito antigo, não se sabia há quantos anos ele tinha sido pintado, a Alice vivia nesta casa desde a sua tenra idade e agora já passava dos 80 anos e sempre se recorda de ver este retrato do Gato.
Na casa também havia um casal de Piriquitos barulhentos, era uma forma de cortar de vez o silêncio de longas horas de solidão, o que ela nunca se apercebera é que eles viviam apavorados que o gato saísse da tela num salto veloz e fizesse deles os bolinhos para acompanhar o chá.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O sonho




O sonho, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2010

O Urso vivia numa gruta lá para os lados do Alasca, o seu alimento preferido era sem dúvida um gordo e saboroso Salmão, mas para isso tinha que se aventurar nas águas gélidas, não era o frio que o inibia mas sim o terrível medo à água,o pavor era tal que todas as noites os seus sonhos eram perturbados com pesadelos onde ele se via rodeado de peixes e chegava mesmo a sentir dificuldades em respirar. Sempre que se ia deitar preparava-se para mais um sonho dentro de água, punha os seus óculos de mergulho. Tonto! não chegava a tirar partido da fantasia que os sonhos lhe ofereciam.

terça-feira, 9 de março de 2010

A menina e o Galo




A menina e o Galo, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2010


A menina morava numa quinta grande, muito grande, daquelas de perder de vista, vivia com os seus pais e alguns criados, como não tinha com quem brincar passava as suas tardes na companhia de um velho Galo, o bicho mais sábio da quinta, era o mais antigo de todos e por isso sabia todas as histórias e também era um bom inventor de algumas. Entre eles havia uma grande amizade, ela dava-lhe o respeito e atenção que ele tanto apreciava e em troca ele fazia-a viajar através do tempo, conquistando dragões, visitando a China, navegando numa caravela e sobrevoando os céus pelo mundo fora numa grande balão.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Gato das botas




O Gato da botas, Acrílico sobre papel, 100x70cm
Colecção particular

Era um Gato meigo, passava a vida a ronronar juntos ás pernas das pessoas, especialmente quando o homem da casa chegava depois de mais um dia de trabalho, as botas que ele usava eram um desejo, imaginava-se o mítico Gato das Botas, o devorador e conquistador de todas as gatas da vizinhança, como era bom! pensava. Sempre que o homem descalçava as botas ele corria para junto delas, levantava a cabeça para o céu a jeito de pedido e sonhava.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

À Boleia



À Boleia, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2010
Colecção particular

No tempo em que os Reis governavam , faziam-se grandes festas nos luxuosos salões do palácio real, o Gato, mascote do Rei, percorria todos os compartimentos do majestoso edifício, menos nos aposentos e locais de trabalho da criadagem, isso não era sitio digno para gato do rei frequentar, com ele havia sempre um Carricero, a sua "aia", este pequeno pássaro nada fazia ao Gato, aproveitava-se da sua condição para passear por locais que jamais seria autorizado a fazê-lo desacompanhado e todos os dias enquanto o gato passava o seu pêlo pelos cortinados de veludo ele apanhava as migalhas deixadas nos tapetes persas no salão de chá.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Garça real




A Graça Real, Acrílico sobre papel, 100x70cm

Este quadro não vai ter uma história. À medida que ele foi crescendo tanto no papel como na minha cabeça, a Garça era a personagem má, opressora e ditadora, mas a pedido do meu filho, rendido ao olhar da triste ovelha pediu-me que a Graça o fosse salvar. Sendo assim não há história.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O gato ao Luar



O Gato ao luar, Acrílico sobre papel, 70x100cm

Todos lhe chamavam o Lobisomem, mas não passava de um pachorrento e meigo bichano que só saía quando havia luar, era tão medroso que qualquer ausência de luz era suficiente para ficar em casa dias e dias. Vivia numa mansão que tinha a fama de ser habitada por fantasmas, diziam as pessoas da terra que há noite de lua cheia ouviam-se uivos e que as as sombras se mexiam. quando a lua dava sinal de si, o Gato ficava tão feliz que emitia mius sonoros e de tanta alegria corria tanto e tão rápido que só o rasto da sua sombra se via.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

o Urso teimoso



o Urso teimoso, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2010

quadro dedicado ao meu pai

A selva estava a atravessar uma época terrível, nenhum bicho se lembrava de ver outra igual, a crise era tal que famílias inteiras partiam em busca de alimentos, só isso comandava as suas mentes, alimentarem-se. O velho urso teimava em permanecer, sentado esperava que melhores dias viessem, restava uma única couve que um dos bichos em fuga deixou cair sem dar por isso. Esperava sem nada fazer.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010



o sr Ladrão, Acrílico sobre papel, 70x100cm, 2010

Era mais do que certo, depois do almoço o Puma caía no sono, por sua vez o Gato ficava à espera , mais dois ou três minutos e era um sono profundo, só assim podia deliciar-se com as suculentas sobras da refeição do Puma. Duas sardinhas, melhor que nada! era paciente o bichano e também preguiçoso, só roubando conseguia manter o seu ar galante e conquistar todas as gatas do beco. Pensavam elas que ele mantinha uma vida de luxo e por isso roçavam-se no seu pelo enquanto soltavam sedutores ron rons .