Quando a última árvore tiver caído, o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que o dinheiro não se come.

Greenpeace

I hope that God exist!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

FLIES AWAY



Flies away, Acrílico s/ tela, 100x70cm

quinta-feira, 28 de abril de 2011

texto escrito pelo meu prof de gravura José Mourão

Uma abraço para ti José


A vontade de falar, de novo, da obra de Ana Cristina Dias, surge do desejo em rever os seus trabalhos. A velocidade e a frontalidade que impõe à realização, da sua pintura, estimula a curiosidade sobre tudo o que nos propõe. E o que mais nos vem impressionando é o facto de a realidade apresentada pela autora não ser fotográfica e tão pouco pretender ser verdadeira. Aquilo que valoriza, essa realidade, é ser humana. É ser a realidade à flor da pele. É ser concretizada com os nervos.

Em pintura a tridimensionalidade fica expressa na modelação dos volumes. Mas a «quadrimensionalidade» só se apreende na profundidade do que se pretende dizer ou no que se pretende permitir ler. Por vezes nem é da consciência do artista o que emerge na multiplicidade das leituras. Uma obra torna-se grande quando lhe voltamos e descobrimos mais qualquer coisa. Quando uma obra acrescenta, torna-nos a todos mais ricos.

Nesta obra não se denota ingenuidade nem crueldade, digamos, antes, que se nota um pico de malícia contaminada com um pico de provocação, ao abordar coisas de todos nós. Mas, são coisas de todos nós, vividas de modo diferente. Porque as coisas que se vivem, por mais parecidas que sejam, nunca são as mesmas. Mesmo que ouçamos os mesmos sons, vejamos as mesmas imagens, cheiremos os mesmos aromas, saboreemos as mesmas iguarias ou sintamos os mesmos objectos, teremos sempre as nossas sensações parciais. Mesmo que essas sejam as mais próximas da do outro: seja por solidariedade, por amizade ou por paixão.

Deixando os bichos de lado, que é onde se encontram nestas últimas obras, são as gentes que tomam o lugar principal. Mas a gente que Ana Cristina Dias nos põe na frente é gente no feminino. São meninas. São mulheres. E fêmeas nas outras criaturas. Os seus complementares, o homem e o bicho macho, são um vestígio. São uma nota. É qualquer coisa que se pressente. Nem pintura chega a ser. São um apontamento. São linhas que se sentem fugazes. Que evocam.

Os animais, os tais que estão, agora, de lado, surgem, como nós, observadores encantados com a sua vizinhança humana. Mas o encantamento é sempre condicionado. Que mais não seja, pelo outro, que justo, o provoca. Nas fábulas, os animais têm uma função de máscara. Aqui têm uma função de «desmascarador». Sussurram aos seus parceiros, desta viagem, que vivam. Pois eles só estão aí como companhia…

Ver a pintura de Ana Cristina Dias é, também, tactear as obras que a motivam. As obras dos autores que a pintora adopta como referentes, ou como «Suportes» das cenografias e das narrativas que nos apresenta. Desta vez há um Velásquez, já antes experimentado por Picasso e por Equipo Crónica entre outros. As meninas, agora, já não só aprisionam, os que observam, mas aprisionam, também, as personagens que nela participam: os Corvos Negros e todos os seus sentidos. A menina gaiola, a menina que se expõe, a menina que se abandona a uma sorte não imaginada…

Ver a pintura de Ana Cristina Dias é, também, ver a luz. Podemos dizer que, nos diferentes trabalhos, a luz é mais uma presença permanente. Por vezes difusa; por vezes de baixo; por vezes de cima; muitas vezes vinda de um dos lados. Luz aberta. Luz luminosa.
E aquilo que nos ocorre dizer da variedade da paleta utilizada pela autora é: - A cor das cores; - As cores sem cor; - As cem cores da cor; - As não sei quantas cores da cor…
E as texturas são mais uma das constantes. As pinceladas conferem uma modelação rítmica contaminante. Parecem bactérias transmitidas de obra para obra e o seu veículo é a própria autora.

Ver a pintura de Ana Cristina Dias é, também, ver o espelho. E o outro lado do espelho. O lado de cá que não vemos e o seu simétrico que julgamos ver. Na verdade só se vê o lado de cá dos outros. E esse nosso lado de cá só os outros vêem plenamente…
Depois há um permanente vestígio de um encontro sugerido; de um encontro subliminar; de um encontro com as pequenas histórias da própria autora; de um encontro!

Amadora, Abril de 2011
José Mourão

terça-feira, 26 de abril de 2011

O encontro - 1º amor


O encontro - 1º amor, Acrílico s/ tela, 100x70cm

sábado, 16 de abril de 2011

A sala com paredes de cartão


A sala com paredes de cartão, Acrílico s/tela, 100x80cm

Há muitos anos atrás, tinha uma tia chamada "tia" Brígida, que era modista de alta costura, o seu atelier de costura era na sala maior da sua casa antiga. As paredes eram de cartão, eu achava estranho e engraçado ao mesmo tempo.
Eu tinha um respeito muito grande por aquela casa onde todos contavam história de espíritos e fantasmas. Hoje lembro com saudades as tardes passadas a escolher restos dos trapos que sobravam dos vestidos e apanhar os alfinetes que caíam no chão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nervos à flor da pele


Nervos à flor da pele, Acrílico s/tela, 100x100, 2011